quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cargos relacionados

Agente funerário:

Os agentes funerários realizam tarefas referentes à organização de funerais, providenciando registros de óbitos e demais documentos necessários. Providenciam liberação, remoção e traslado de cadáveres. Executam preparativos para velórios, sepultamentos, conduzem o cortejo fúnebre. Preparam cadáveres em urnas e as ornamentam. Executam a conservação de cadáveres por meio de técnicas de tanatopraxia ou embalsamamento, substituindo fluidos naturais por líquidos conservantes. Embelezam cadáveres aplicando cosméticos específicos.
O acesso às ocupações requer a conclusão do Ensino Fundamental. Os Agentes funerários estão aptos a especializar-se em tanatopraxia, técnica de conservação de cadáveres, com duração de quarenta horas.




Médico Legista:

O médico legista é o profissional que trabalha com a medicina legal, aplicando conceitos técnicos-científicos da medicina à causas legais e jurídicas. O médico legista é responsável por fazer o exame de corpo de delito em vítimas vivas ou mortas, relacionando-se com os mais diversos campos do direito, e elaborando laudos que permitam a análise de fatos ocorridos durante o crime, de armas utilizadas, da causa da morte, etc.
Cabe ao Legista realizar o exame de corpo de delito em vítimas vivas ou mortas 
no caso de vítimas vivas, realizar a análise dos ferimentos e elaborar laudo que auxilie na resolução do processo que envolverá o caso 
no caso de vítimas mortas, o legista examina o cadáver e os ferimentos, elaborando laudo que possa auxiliar na investigação do crime. A partir desse laudo é possível descobrir a arma utilizada no crime, se houve requintes de crueldade, características do criminoso 
apresentar o laudo às autoridades competentes que, a partir daí, podem trabalhar com esses resultado.





Coveiro:

Significado: “Aquele que abre covas”
Coveiro, ou sepultador é o profissional que trabalham garantindo a organização dos cemitérios, a limpeza das covas e jazigos, cavando e cobrindo sepulturas, carregando caixões, realizando sepultamentos e exumações, entre outras funções. Geralmente, a administração do cemitério é realizada por uma equipe de coveiros e serventes, além de um profissional de chefia que faz a organização financeira e administrativa. O coveiro prepara sepulturas, escavando a terra e escorando as paredes da abertura, ou retirando a lápide e limpando o interior das covas já existentes, para o sepultamento,carregar e colocar o caixão na cova aberta, manipular as cordas de sustentação, para facilitar o posicionamento do caixão na sepultura, fecha a sepultura, recobrindo-a de terra e cal ou fixando-lhe uma laje, para assegurar a inviolabilidade do túmulo
Também executa a exumação dos cadáveres.


Viver as custas da morte (dos outros)

Muitos trabalhadores ganham suas vidas trabalhando com a morte, coveiros, agentes funerários, médicos legistas são exemplos de profissionais que lidam diariamente com essa situação e que vivem as custas disso.
O programa A Liga, que é transmitido em rede nacional pela emissora Band teve como tema do programa exibido dia 25 de maio de 2010 exatamente este tema! Confira os vídeos abaixo:












Confira o site do programa A Liga

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Morte e Religião

A religião busca uma forma de confortar as pessoas, oferecendo-lhes a opção de acreditar que a vida não termina. Que depois das turbulências e desafios da vida ainda existe outro mundo a ser vivido e desfrutado. Confirmação? Não, somente a contínua esperança de que a vida não tem um ponto final simplesmente.















As infinitas tentativas de conceituação da morte dadas pela ciência e pela religião nunca serão suficientes para saciar a curiosidade que o ser humano tem sobre a mesma. Mas afinal ela seria, parar de viver? Ou aquilo que nos disseram que ela é? Talvez ela seja definitivamente aquilo que acreditamos que ela é. Esse seria o modo menos trágico de tratarmos da morte.
Aonde iremos depois que a medicina, a sociologia, a filosofia, já não mantiverem um poder sobre nós? Ressuscitamos, reencarnamos ou simplesmente acabamos? E depois disso, o que vai acontecer? As religiões todas não declaram a morte como o fim. O cristianismo diz que é uma transição para outra vida. O Espiritismo e o judaísmo dizem que é uma etapa na evolução do espírito. E um ateu acredita que nada acontece, ali será o fim da matéria que está pulsando.
















Existem diferentes abordagens a esse respeito, alguns acreditam que o defunto que foi bom e correto em vida pode ir para um lugar melhor, sem sofrimentos ou problemas a enfrentar (Céu), ou para um lugar em que pagará por todas as falcatruas e dor de cabeça que gerou nesta vida (inferno), os evangélicos tem essa concepção, os católicos acreditam que além destes dois citados existe ainda um lugar onde pagarão pelo que fizeram errado (purgatório) e que irão desfrutar das maravilhas do céu um dia, seria uma passagem entre Céu e inferno.

















Existem ainda aqueles que acham que não existem planos superiores, outros mundos, mas uma mesma vida que vai se perpetuando. Os espíritas que acreditam que uma mesma alma vai habitando diferentes corpos, e assim nunca se vão completamente desta vida. Ou os Hinduístas que acreditam que depois de morto o espírito vai habitar em conjunto com outra alma ou mesmo em algum animal.
De uma forma ou de outra, a morte continuará sendo algo que a Religião estará tentando entender e explicar a todos os seus adeptos. Não é tarefa fácil, pois quando algumas questões simples são respondidas, outras mais complicadas são formuladas. Só resta “acompanhar”.

Sociologia e Morte

“Quem ensinasse os homens a morrer, os ensinaria a viver” (Montaigne)

A morte é um acontecimento tão inexplicável que chega a ser um evento dicotomizado entre o bem e o mal. Ou seja, é considerado por uns um descanso merecido e para outros é um preço a ser pago. Em diferentes culturas e diferentes épocas a morte delineia significados distintos. Profissionais da área da saúde enfrentam a morte com inimigo invisível, derrota, falha, etc. Devido à constante evolução da medicina, “automatizando” e prolongando a vida.
A pesquisadora Elisabeth kubler-Ross descobriu que no processo de morte, há cinco fases bem nítidas. A primeira delas está sendo chamada de negação e isolamento. Diante da informação da inevitabilidade de sua morte, a pessoa inicialmente não acredita naquilo que os médicos dizem. Quando porém, não é mais possível negar o óbvio, entra numa segunda fase, da Riva, da ira e da inveja. “Por que eu? Existem mil razões para eu não morrer”. Pessoas que acreditam em Deus começam a culpá-lo. “Que Deus é este, que me deixa morrer, sabendo que a minha família ainda precisa de mim?”





















Existe de fato, mil razões para não morrer, e, na segunda fase, essas razões estão sendo lembradas. Porém, diante da impossibilidade de impedir a morte, a pessoa se torna agressiva. Tal agressividade se volta contra si mesma, contra Deus e contra as pessoas em torno de si. A equipe hospitalar que trabalha com paciente terminais conhece muito bem as explosões de raiva que podem acontecer nessa fase.
A terceira fase tem início com a capacidade de superação da raiva, que dá lugar à negociação. A pessoa tenta negociar um prazo maior. “Vou morrer, sim, mas não já, e sim no ano que vem”. Em geral, porém, essa negociação é infrutífera. Aí se segue a quarta etapa: a depressão. Chega um momento em que o paciente terminal deve despedir-se do mundo e, nessa ocasião, percebe amar sua vida muito mais do que havia pensado. A despedida torna-o triste, mas realizá-la é a condição para poder aceitar a morte.














Somente após essa aceitação a pessoa se tranqüiliza. Nesse momento, então, passa a reunir condições para falar do seu morrer com serenidade e, muitas vezes nessa fase, é o paciente quem consola a família e não mais a família que o consola. A interdição deste assunto é resultado do efeito ruim que a afinidade das experiências humanas nos proporcions. Nesse aspecto, o suicídio aparece como fenômeno social característico das sociedades modernas.
As diferentes pessoas, de diferentes nações, de diferentes grupos sociais por séculos tentam entender o que é a morte verdadeiramente. E nesta busca por entendimento do que é o fenômeno da morte, vem a questão, como lidar com a morte? Como se conformar com o inevitável fim da existência? Perguntas que cientistas, religiosos, médicos, sociólogos estarão continuamente procurando.